Com périplos por Roma, Paris e Egito, um jovem americano bon vivant passa por festas e lugares com que sonham todos os românticos. Philip formou-se em direito e agora é desejado por homens e mulheres, seu tipo estimula olhares de cobiça de parte a parte. Porque tem um belo corpo, tem uma fala mansa e presta-se ao envolvimento - leva mensagens secretas para re-entronizar o herdeiro de Sabóia na Itália, toma pé de encontros quase carnavalescos de ricos depravados em Paris, saboreia passeios noturnos pelo Coliseu, etc.
E agora lembro o autor... Gore Vidal, que indicaria um livro por seu nome apenas. Mas este escapa do seus escritos clássicos da história americana, mais críptico, mais introspectivo. Seria deificante de um sonho em-si, de-si, para-si, escrito na juventude de seus 25 anos? Um livro que em seu título insinua um ambiente de luta mitológica entre três deusas que buscam cativar Páris, para abocanhar a "maçã dourada da beleza" - como julgará Páris?! Mai/2020.
Colecione G. Vidal! Saudações.
Lembrei de Buber, para quem o Eu-Tu é um ato essencial do ser humano, a ontologia e a palavra-princípio. A exposição de suas experiências, da busca pelo conhecimento... Para Buber também é o Eu-Isso, em certo distanciamento do homem. Tenho, comigo, algo diferente... a compreensão de que a busca pelo conhecimento não se faz 'em relação', mas somente 'com relação' ao outro. Parabéns pela entrega aos seus meninos!